O homem que copia

O dia todo hoje foi em um vôo. 13 horas sentado. Dessa maneira, há tempo, pra tudo.

Costumo observar muito as pessoas em minha volta, o comportamento, todas as ações. Hoje eu vi o quanto o homem copia.

Uma pessoa pede um café, a pessoa atrás, sente o cheiro, vê, nem mesmo sabia que gostaria de uma xícara, percebe, pede.

Uma pessoa, começa a assistir um filme lançamento ali disponível, a pessoa que está do outro lado vê a tela, pensa que talvez também seja uma boa ver aquele mesmo filme, play.

O serviço de bordo já passou há um tempo, mas alguém ali queria algo a mais, levanta, pega mais um suco. O de trás vê, vai atrás também daquela coquinha que não sabia que queria.

E nisso, vamos sempre copiando um ao outro, em qualquer sútil comportamento até o desenrolar de uma grande “invenção”, isso é bem antigo, tudo é copiado.

Particularmente, acredito bastante que mesmo assim, ainda dá pra ser original. Impossível criar algo, sem influência, sem uma mínima fresta de luz de ideia dissipando de uma visão, uma observação. Mas também acho que existe um limite, e quem cria, certamente sabe qual é a linha.


O mídia perdida é uma central de ideias públicas, onde posso depositar sem amassar nenhum papel. E você também pode.


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