Eu nunca fui muito fã de biografias no geral. Talvez fosse somente por um pressuposto instalado na minha cabeça, porque também nunca tive muito interesse. Mas noto cada vez mais que documentários ou vídeos ensaio me inspiram bastante, muito mesmo.
A primeira sensação forte que tive de inspiração, e de querer pausar um filme/documentário e fazer a minha própria coisa, foi com Inside, do Bo Burnham. Assim, com certeza antes disso também tive momentos como esse, mas é o primeiro que me lembro, e aqui agora não quero forçar tanto minha memória.
No começo do meu processo interno de criação, era um turbilhão tão grande de ideias e vontades, que a única coisa real que manifestava em mim era ansiedade, e eu não conseguia expor, tirar nada dessa nuvem carregada da minha cabeça. Ainda hoje sinto que é muito complicado, eu sempre costumei seguir passos que já me eram dados. Mas com um certo tempo, mesmo com esse turbilhão eu sinto que tem um pequeno caminho, totalmente incerto, mas aberto.
É complicado e estranho usar a palavra criação, soa meio bobo pra mim ler meus próprios textos, mas ainda não consigo substitui-la, mesmo sentindo que eu não crio nada, só exponho ideias manifestadas em palavras.
O mídia perdida é uma central de ideias públicas, onde posso depositar sem amassar nenhum papel. E você também pode.

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